Já leram o 1º relato? Vamos continuar contando nossa aventura, temos muito papo e muitas fotos para ilustrar esse post ...
1º capítulo
Antes do tiro do canhão.
Antes da prova é a hora confraternizar e reencontrar os amigos, bater um papo e tentar relaxar um pouquinho. Mas não sem antes buscar abrigo da chuva na barraca de apoio :)
| Eu agradeci pela chuva e pelo pouco sol que fez no sábado, sabia que se a temperatura aumentasse nós estaríamos em apuros. |
| Galera reunida no stand do Ultramaratonista Marcio Villar. |
2º capítulo
As visitas e as mensagens de apoio dos amigos reais e dos amigos virtuais.
Este ano a prova foi marcada pelas visitas e pelas inúmeras mensagens de apoio. Engana-se quem pensa que não faz diferença alguma, faz total diferença perceber um rosto amigo acenando para você do outro lado da cerca, ouvir o locutor chamar por você e ler a sua mensagem. Só sabe a importância disso quem está na pista, e nós valorizamos cada gesto.
Aos amigos que mandaram mensagem pelo Facebook, pelo site da prova, por email, pelo Insta ... nosso muito obrigada: Hélio Shiino, Ivana, Dani (tubaroa), Meire, Nic, Karina, Malu, Andre Cruz, Ju Nêga, Ricardo e Carla Nery, Ingrid (Alemoa), Luiz Vieira, Carla Neves, Fabio Kiss, Irene, Roberto (Coach), Carol (Fartlek), Adriana Iglesias, Glaucia, Paulo di vó, Lulu Ledebour, Lulinha, Lucas, Fatima Almeida, Deia Quintal, Renata (run renata), André (André e o tênis), Lu Martins, Cila, Glaucio, Sergio (Corredor Feliz), Milton (20semanas), Rosalia Camargo, Instassss (@llollme, @cristah, @binetosta, @spina1973, @corridaurbana, @runjurun, @alinebordoni, @jurodrigs, @kariocainvisivel, @midoriweiler, @gabimanssur, @raquelfmoraes :)))
3º capítulo
É chegada a hora, foi dada a largada.
É chegada a hora, foi dada a largada.
Escrever sobre essa prova é tão difícil. Havia decidido falar em três partes para que o relato não ficasse tão gigante, mas desisti dessa ideia e vou contar tudo de uma vez só. Já peço desculpas antecipadamente pelo testamento!
Pouco antes das 9h todos os atletas são convidados para a pista e a Banda executa o Hino Nacional, quanta emoção! O coração acelera demais ao ouvir o tiro de canhão que deu início a largada, acredito que isso aconteça até com os mais veteranos.
Aperto de mão, abraços, os familiares e equipe de apoio também ficam eufóricos do outro lado da grade ... é emoção demais ...
| Registro das nossas primeiras voltas na pista! Foto do nosso amigo Roberto. |
Este ano a prova contou com uma nova modalidade, a equipe de revezamento formada por 4 atletas. Podemos dizer que isso deu uma animada na pista e independente do horário era possível reconhecer os atletas dessa modalidade, todos extremamente velozes. Bem na linha velozes e furiosos, saca? A disputa fervia!!!
4º Capítulo
O que te motiva?
Porque correr uma Ultramaratona de 24h?
O que você ganha com isso?
Qual o prazer em levar seu corpo ao limite e a suportar a dor por tantas horas?
São essas perguntas que habitam a cabeça dos familiares e amigos, corredores ou não, e dos poucos conhecidos que ficam sabendo dessas loucuras (ou seriam aventuras?).
Eu sei que para muitos esse tipo de prova não faz sentido, ficar dando voltas e mais voltas no mesmo lugar, literalmente correr sem sair do lugar.
O fato é que não existe uma resposta lógica para isso tudo, não mesmo.
Depois que é dada a largada, com o famoso tiro de canhão, o seu corpo travará uma batalha com a sua mente e você terá que ser forte, terá que lançar mão de todas as estratégias e planos para não sucumbir ao apelo dos seus pés que serão castigados, das suas pernas que estarão cansadas, do seu pulmão que não estava sabendo que teria que trabalhar tanto e por tantas horas.
Nessas horas, quando a batalha do corpo e da mente estiver calorosa, quem entra no circuito é o coração e será ele o responsável por te levar para mais longe e por fazer com que você permaneça de pé para alcançar a sua meta. Não importa o que acontece ao seu redor, se perdeu uma posição, se a dor está chegando, se existem atletas mais velozes, o que vale é o que você traçou para si.
Mas o que você ganha com isso? Fama? Só se for de loucos. Dinheiro? Só se chegar entre os três primeiros. Não, nada disso. Acho que quando você ultrapassa os seus limites, encara seus medos e se permite sorrir para o desconhecido e encará-lo de frente, cada vez que você se doa para esse tipo de prova você se torna mais forte e mais humano.
Muitos estão ali para competir seriamente com os demais corredores, mas ali eu ainda me sinto uma novata em terra de gigantes, observando e aprendendo com tudo que acontece ao meu redor. Sou extremamente racional e humilde e sei que para ir mais longe é preciso ser prudente e ter calma, planejar cada passo e pensando lá na frente, nas próximas temporadas e nos próximos desafios. Quero ter vida longa nas ultras! ;)
A minha meta ali era alcançar e superar todas as distâncias das minhas 2 ultras anteriores, fazê-las em tempos menores, e só depois disso buscar 100km. Ou seja, me superar, sempre! Sergio com pouco mais de 2 meses de treino, queria simular a metade das distâncias que percorreremos no Desafio do Dunga. Nós atingimos e ultrapassamos todas as nossas metas!
Ao nosso redor existiam muitos atletas com marcas mais expressivas, mas
inacreditavelmente a alegria deles parecia ser menor do que a nossa, ou
talvez fosse simplesmente a dor e o cansaço de levar o corpo a exaustão.
Mas independente do tamanho da felicidade de cada um, eu gostaria que
cada atleta que finalizou essa prova se concentrasse em ser grato por todas as coisas absolutamente incríveis que seu corpo é capaz de fazer. Como está gravado na medalha: "Muitos tentam, poucos conseguem!".
5º Capítulo
O treinamento e as estratégias para a prova
Definitivamente essa frase vale para todas as provas: Chore no treino para sorrir na prova.
A VEM foi responsável por muitos desses kms percorridos, nossa parceria virtual foi excelente e rendeu muitos kms percorridos e uma amizade bonita. Adoro "ocês"!
O Atila, de quem já falei lá no 2º capítulo, assumiu meus treinos em Agosto e avisou que não aliviaria. Ele teve a cara de pau de falar para que deixasse para descansar na pista do CEFAN, ainda bem que teve juízo e fez essa brincadeira por telefone.
Deu certo, conseguimos, estava inteira com 12h de prova.
Estratégia durante a prova:
1ª parada com 5h de prova: Piscina de gelo e massagem
2ª parada com 10h de prova: Massagem e alongamento
O que te motiva?
Porque correr uma Ultramaratona de 24h?
O que você ganha com isso?
Qual o prazer em levar seu corpo ao limite e a suportar a dor por tantas horas?
São essas perguntas que habitam a cabeça dos familiares e amigos, corredores ou não, e dos poucos conhecidos que ficam sabendo dessas loucuras (ou seriam aventuras?).
Eu sei que para muitos esse tipo de prova não faz sentido, ficar dando voltas e mais voltas no mesmo lugar, literalmente correr sem sair do lugar.
O fato é que não existe uma resposta lógica para isso tudo, não mesmo.
Depois que é dada a largada, com o famoso tiro de canhão, o seu corpo travará uma batalha com a sua mente e você terá que ser forte, terá que lançar mão de todas as estratégias e planos para não sucumbir ao apelo dos seus pés que serão castigados, das suas pernas que estarão cansadas, do seu pulmão que não estava sabendo que teria que trabalhar tanto e por tantas horas.
Nessas horas, quando a batalha do corpo e da mente estiver calorosa, quem entra no circuito é o coração e será ele o responsável por te levar para mais longe e por fazer com que você permaneça de pé para alcançar a sua meta. Não importa o que acontece ao seu redor, se perdeu uma posição, se a dor está chegando, se existem atletas mais velozes, o que vale é o que você traçou para si.
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Toda nossa emoção depois da chegada. Chorei tanto!Mais um registro feito pelo amigo Helio Shiino.
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| Teve choro, teve distribuição farta de sorrisos e de abraços dos Ultras amigos. Juntos percorremos mais de 428km. Foto do amigo Gi (Giovani) |
Mas o que você ganha com isso? Fama? Só se for de loucos. Dinheiro? Só se chegar entre os três primeiros. Não, nada disso. Acho que quando você ultrapassa os seus limites, encara seus medos e se permite sorrir para o desconhecido e encará-lo de frente, cada vez que você se doa para esse tipo de prova você se torna mais forte e mais humano.
Muitos estão ali para competir seriamente com os demais corredores, mas ali eu ainda me sinto uma novata em terra de gigantes, observando e aprendendo com tudo que acontece ao meu redor. Sou extremamente racional e humilde e sei que para ir mais longe é preciso ser prudente e ter calma, planejar cada passo e pensando lá na frente, nas próximas temporadas e nos próximos desafios. Quero ter vida longa nas ultras! ;)
A minha meta ali era alcançar e superar todas as distâncias das minhas 2 ultras anteriores, fazê-las em tempos menores, e só depois disso buscar 100km. Ou seja, me superar, sempre! Sergio com pouco mais de 2 meses de treino, queria simular a metade das distâncias que percorreremos no Desafio do Dunga. Nós atingimos e ultrapassamos todas as nossas metas!
| Aguardando o relógio marcar 9h para cruzar o pórtico, exaustos e felizes :) Foto do amigo Gi (Giovani) |
| O momento da premiação por categoria. Fiquei em 2º e dividi o pódio com a experiente Giseli. Eu com 110,4 km e ela com 124,8km. Parabéns para nós :) |
5º Capítulo
O treinamento e as estratégias para a prova
Definitivamente essa frase vale para todas as provas: Chore no treino para sorrir na prova.
A VEM foi responsável por muitos desses kms percorridos, nossa parceria virtual foi excelente e rendeu muitos kms percorridos e uma amizade bonita. Adoro "ocês"!
| Coach Roberto, obrigada pelos treinos caprichados, pela paciência, carinho e amizade. |
O Atila, de quem já falei lá no 2º capítulo, assumiu meus treinos em Agosto e avisou que não aliviaria. Ele teve a cara de pau de falar para que deixasse para descansar na pista do CEFAN, ainda bem que teve juízo e fez essa brincadeira por telefone.
Deu certo, conseguimos, estava inteira com 12h de prova.
Estratégia durante a prova:
1ª parada com 5h de prova: Piscina de gelo e massagem
2ª parada com 10h de prova: Massagem e alongamento
Próximas paradas, no total foram 5, a cada 2h de prova com massagem e alongamento, pedido do massoterapeuta (Cabo Flávio, muito obrigada!) para que a dor diagnosticada na massagem não evoluísse para uma terrível canelite. Segui a risca e na segunda-feira eu estava subindo as escadas do metrô com cara de paisagem (um pouco mais lenta que o normal, claro) e usando meu salto alto.
Minha parada mais longa foi depois de mais de 15h de prova, fiquei fora por quase 3h entre massagem e uma tentativa fracassada de relaxar na barraca. rsrsrs
Posso dizer que das 24h de corrida eu permaneci na pista, entre corrida e caminhada, por aproximadamente 16h ou 17h.
Erros e acertos:
Acertei na hidratação e pequei na alimentação. O gel não descia, o bcaa foi consumido corretamente, senti falta de alimentos salgados, mas não conseguia ingeri-los. Alimentei-me basicamente de gel, frutas, biscoitos e pães.
Acho que foi a má alimentação que roubou minha energia na madrugada e sei que esse é um ponto que tenho que melhorar se desejar continuar participando de ultras.
Treinos:
Mas Adriana, seus treinos foram longos e exaustivos? Não, meus treinos de corrida não ultrapassaram 4h de duração -salvo a Maratona do RJ que foi utilizada como treino-, os de bike foram de no máximo 2h e a natação continuou sendo 2x semana por 1h (média de 1,9km).
Sergio treinou por 3 meses seguindo uma planilha de Run e Walk e percorreu 96km. E olha que o tempo dele na pista foi menor do que o meu, ele fez duas paradas mais longas.
Em junho o Everton percorreu O caminho de Santiago de Compostela, se não me engano foram 800km, e podemos afirmar que ele estava mais do que treinado!
O Gi começou a treinar com o Everton no mesmo período que o Sergio, aproximadamente 3 meses de treino.
Só um desabafo: Esses homens parecem ET's! rsrsrs
Saldo pós-ultra:
Zero de lesão, bolhas, assaduras e todas as unhas intactas.
Membros superiores em perfeito estado, zero de desconforto durante e depois da prova.
Depois da prova existia um pequeno desconforto muscular ou articular nos membros inferiores (quadríceps e panturrilha) que durou até 2 dias depois da prova.
O que doeu muito? No final da prova o que mais pegou foi o pé que estava castigado depois de tantas horas de prova. Esse doeu pra valer, mas voltou ao normal na segunda.
Na boa? No geral posso afirmar que o saldo foi muito positivo!
Acho que foi a má alimentação que roubou minha energia na madrugada e sei que esse é um ponto que tenho que melhorar se desejar continuar participando de ultras.
| Roberto flagrou nosso 1º lanche! É nesse local que os atletas fazem suas refeições e lanches durante toda a prova. |
Treinos:
Mas Adriana, seus treinos foram longos e exaustivos? Não, meus treinos de corrida não ultrapassaram 4h de duração -salvo a Maratona do RJ que foi utilizada como treino-, os de bike foram de no máximo 2h e a natação continuou sendo 2x semana por 1h (média de 1,9km).
Sergio treinou por 3 meses seguindo uma planilha de Run e Walk e percorreu 96km. E olha que o tempo dele na pista foi menor do que o meu, ele fez duas paradas mais longas.
Em junho o Everton percorreu O caminho de Santiago de Compostela, se não me engano foram 800km, e podemos afirmar que ele estava mais do que treinado!
O Gi começou a treinar com o Everton no mesmo período que o Sergio, aproximadamente 3 meses de treino.
Só um desabafo: Esses homens parecem ET's! rsrsrs
Saldo pós-ultra:
Zero de lesão, bolhas, assaduras e todas as unhas intactas.
Membros superiores em perfeito estado, zero de desconforto durante e depois da prova.
Depois da prova existia um pequeno desconforto muscular ou articular nos membros inferiores (quadríceps e panturrilha) que durou até 2 dias depois da prova.
O que doeu muito? No final da prova o que mais pegou foi o pé que estava castigado depois de tantas horas de prova. Esse doeu pra valer, mas voltou ao normal na segunda.
Na boa? No geral posso afirmar que o saldo foi muito positivo!
Acabou!!! É isso pessoal, ano que vem tem mais :)
Nós saimos da prova querendo buscar mais e mais kms. Foto do amigo Gi (Giovani) |
A ultra não é um bicho de 7 cabeças, mas você precisa ter muita inteligência emocional para não esquecer suas metas no calor da competição e colocar tudo a perder.
Você deve ser sempre o seu maior e mais temido adversário!
Você deve ser sempre o seu maior e mais temido adversário!
Agora é recuperar e reforçar o corpo para os próximos desafios.
6º Capítulo: Ao Sergio, com todo meu amor!



