O que escrever de uma prova que te desafia? É bem difícil, bastante difícil.
Por isso a demora em relatar como foi correr sozinha os 42.195 metros da Maratona do RJ.
Se treinei? Treinei muito! Todos os treinos deram certo? Todos não, mas a maioria.
A minha planilha foi enviada por e-mail semanalmente com um capricho incrível.
Obrigada Coach Roberto, equipe VEM de BH, por todo treinamento e paciência. Treinamento à distância requer muita confiança. Conseguimos!
Até o momento da largada eu tive a companhia do Brito e Amanda de Recife, amigos queridos e integrantes da minha equipe ACO.RJ.A. Amandinha planejava sair em um ritmo mais forte que o meu e o Brito, ARMARIA PAPAI... dele eu só veria a poeira. kkkk
Meire, minha amiga experiente e agora Comradeira, ficou de correr a prova ao meu lado. Fuéééé, nos desencontramos :( Ela que me acalmou quando contei que quebrei no meu maior longão, disse que tudo ficaria bem por telefone. Mas e agora? Sozinha?
Não era para ser ... eu pensava e mentalizava enquanto respirava fundo.
Foi dada a largada ... uiuiui que emoção.
Acompanhei Amandinha nos primeiros metros e desejei mais uma vez que ela fizesse uma excelente maratona ... aos poucos a insegurança que existia minutos antes da prova foi embora e se desintegrou totalmente com aquele mundão de corredores.
Por isso a demora em relatar como foi correr sozinha os 42.195 metros da Maratona do RJ.
Se treinei? Treinei muito! Todos os treinos deram certo? Todos não, mas a maioria.
A minha planilha foi enviada por e-mail semanalmente com um capricho incrível.
Obrigada Coach Roberto, equipe VEM de BH, por todo treinamento e paciência. Treinamento à distância requer muita confiança. Conseguimos!
Até o momento da largada eu tive a companhia do Brito e Amanda de Recife, amigos queridos e integrantes da minha equipe ACO.RJ.A. Amandinha planejava sair em um ritmo mais forte que o meu e o Brito, ARMARIA PAPAI... dele eu só veria a poeira. kkkk
Meire, minha amiga experiente e agora Comradeira, ficou de correr a prova ao meu lado. Fuéééé, nos desencontramos :( Ela que me acalmou quando contei que quebrei no meu maior longão, disse que tudo ficaria bem por telefone. Mas e agora? Sozinha?
Não era para ser ... eu pensava e mentalizava enquanto respirava fundo.
Foi dada a largada ... uiuiui que emoção.
Acompanhei Amandinha nos primeiros metros e desejei mais uma vez que ela fizesse uma excelente maratona ... aos poucos a insegurança que existia minutos antes da prova foi embora e se desintegrou totalmente com aquele mundão de corredores.
Corri o tempo todo, incluindo a subida do Joá, e só me poupei pela primeira vez na subida da Niemeyer ... onde intercalei corrida e caminhada forte. Eu queria me poupar para correr bem entre o Leblon e Copa.
Arrepiei quando cheguei inteira no Leblon, onde consegui captar e me emocionar com cada grito de incentivo, cada aplauso, cada sorriso, com a voz de uma amiga gritando meu nome e vibrando ao me encontrar no meio da multidão (Oi Fê! :). Eu tive a satisfação de olhar nos olhos de quem torcia, nos olhos de quem simplesmente olhava espantado por ver todos aqueles corredores se acabando de correr no sol quente e eu fiquei feliz por ter energia para correr, para agradecer e para sorrir de volta.
Depois dessa bomba de energia do público eu segui firme rumo a Copa porque ali eu reabasteceria ainda mais o meu coração. Sergio me avistou e eu ganhei um beijo gostoso, comi uma fruta, peguei minha coca salvadora e segui feliz da vida intercalando a partir dali corrida e caminhada ... perna completamente travada, ombros cansados, olhos emocionados ... só pensava que ali era a minha casa, meu local de treino.
Segui firme, faltava pouco. Suspirei profundamente, eu sabia que ao pasar pelo túnel e avistar o Pão de Açúcar faltaria realmente muito pouco. Estava agora correndo com a Michele, que vocês conhecerão nas fotos abaixo.
- Bora lá guerreiros!!!! Eu ainda tinha forças para gritar e incentivar os demais corredores.
No final eu só sei que o meu sorriso foi incansável, a minha alegria e a minha vontade de chegar ao final também.
Como agradeci a
Deus por ter tido o apoio do Sergio durante todo esse período!
Agradeci também por não ter tido cãibra, náuseas, vontade de desistir, e questionamentos do tipo "o que estou fazendo aqui?". Eu estava ali de corpo e alma, estava feliz demais.
Eu realmente estava com medo de correr toda essa distância sozinha, mas nesses mais de 42 mil metros eu tive a certeza absoluta de que em uma Maratona você nunca está só.
Agora carrego comigo a certeza absoluta de que conquistei cada metro e essa linda medalha com meu suor, meu esforço, meu ritmo, sentindo meu corpo e meu cansaço. No final, quando o tal cansaço apareceu, foi o meu coração, minha cabeça, foram os meus passos curtos e firmes e a minha força de vontade me guiaram até a linha de chegada.
Foi também a certeza de que eu encontraria logo depois do pórtico o homem mais orgulhoso do mundo e receberia dele um abraço gigante, uma emoção que era só nossa e de mais ninguém. Cumplicidade!
| Quase igual em Recife, um sol para cada corredor. |
| Sergio clicou o campeão enquanto me aguardava com uma Coca-cola salvadora. Que foto linda! |
E durante a Maratona ...
- No começo da prova encontrei o André do blog André e o tênis, batemos um papo rápido e cada um seguiu seu ritmo.
- Recebi também o
apoio de corredores até então desconhecidos, Michele e Cajá de BH. Dois
guerreiros! Michele vocês conheceram nas fotos acima, formamos uma
dupla dura na queda.
- Já na reta final eu avistei o André do blog 96 pés, gritei seu nome e
acenei. Ele voltava para casa a pé depois de encarar a Maratona.
- Ao
cruzar a linha escutei meu nome, era a Laina e o André que conheci nas
24h. Ganhei um abraço apertado e uma foto linda desse casal querido. Amigos, obrigada pelo carinho.































